quinta-feira, 9 de abril de 2015

Classe de Pronomes


Classe de Pronomes



São termos que substituem ou acompanham o substantivo. Servem para representar os nomes dos seres e determinar as pessoas do discurso, que são:

1ª pessoa............a que fala;
2ª pessoa............com quem se fala;
3ª pessoa............de quem se fala;

Ex.: Eu aprecio tua  dedicação aos estudos. Será que ela aprecia também?

Os pronomes pessoais classificam-se em retos e oblíquos:

São pronomes retos, quando atuam como sujeito da oração.

Singular
Plural
Exemplo
1ª pessoa
Eu
Nós
Eu  estudo todos os dias.
2ª pessoa
Tu
Vós
Tu  também tens estudado?
3ª pessoa
ele/ela
eles/elas
Será que ela estuda também?

São pronomes oblíquos, quando atuam como complemento (objeto direto ou indireto).

NOTA: Os pronomes de tratamento tem a função de pronome pessoal e serve para designar as pessoas do discurso.

PRONOMES POSSESSIVOS - Indicam posse. Estabelece relação da pessoa do discurso com algo que lhe pertence.

Singular
Plural
1ª pessoa
meu(s), minha(s)
nosso(s), nossa(s)
2ª pessoa
teu(s), tua(s)
vosso(s), vossa(s)
3ª pessoa
seu(s), sua(s)
dele(s), dela(s)

PRONOMES DEMONSTRATIVOS – Indicam a posição de um ser ou objeto em relação às pessoas do discurso.

1ª pessoa este(s), esta(s), isto.................se refere a algo que está perto da pessoa que fala.
2ª pessoa esse(s), essa(s), isso................se refere a algo que esta perto da pessoa que ouve.
3ª pessoa aquele(s), aquela(s), aquilo...se refere a algo distante de ambos.

Estes livros e essas apostilas devem ser guardadas naquela estante.

Estes - perto de quem fala
Essas - perto de quem ouve
Naquela - distante de ambos

PRONOMES INDEFINIDOS – São imprecisos, vagos. Se referem à 3ª pessoa do discurso.
Podem ser variáveis (flexionando em gênero e número) ou invariáveis.

São formas variáveis: algum(s), alguma(s), nenhum(s),nenhuma(s), todo(s), toda(s), muito(s), muita(s), pouco(s), pouca(s), tanto(s), tanta(s), certo(s), certa(s), vário(s), vária(s), outro(s), outra(s), certo(s), certa(s), quanto(s), quanta(s), tal, tais, qual, quais, qualquer, quaisquer...

São formas invariáveis: quem, alguém, ninguém, outrem, cada, algo, tudo, nada...

Algumas pessoas estudam diariamente. Ninguém estuda diariamente.

PRONOMES INTERROGATIVOS – São empregados para formular perguntas diretas ou indiretas. Podem ser variáveis ou invariáveis.

Variáveis: qual, quais, quanto(s), quanta(s).
Invariáveis: que, onde, quem...

Quantos de vocês estudam diariamente? Quem de vocês estuda diariamente?

PRONOMES RELATIVOS – São os que relacionam uma oração a um substantivo que representa. Também se classificam em variáveis e invariáveis.

Variáveis: o(a) qual, os(as) quais, quanto(s), quanta(s), cujo(s), cuja(s).
Invariáveis:que, quem, onde.

Conseguiu o emprego que tanto queria.


Prof. Tinido Caputo


Tipos de Discurso



Tipos de Discurso 

Discurso Directo

 

Modo de enunciação em que o narrador reproduz directamente as falas das personagens, tornando a narrativa mais dinâmica e próxima da realidade.

Especificidade do discurso directo:

• As falas das personagens são introduzidas, intercaladas ou concluídas por verbos declarativos, tais
como:  dizer, afirmar, responder, perguntar, indagar, exclamar, sugerir, concluir, etc.

• Serve-se das seguintes marcas gráficas: dois pontos (:), travessão (—), reticências (...), ponto de exclamação (!), ponto de interrogação (?), aspas (« »), parágrafo, mudança de linha, vocativo e imperativo.

Discurso Indirecto

Processo através do qual o narrador inclui no seu discurso o conteúdo das falas das personagens, sem a preocupação de as reproduzir fielmente.


Discurso directo
Discurso Indirecto



VERBOS

1º e 2º Pessoas
Presente do indicativo
Pretérito perfeito
Futuro do indicativo
Modo imperativo
3º pessoa
Pretérito imperfeito
Pretérito mais-que-perfeito
Condicional
Modo conjuntivo


ADVÉRBIOS DE TEMPO E LUGAR
Agora
Hoje
Ontem
Amanhã
Aqui, cá
Naquele momento
Naquele dia
No dia anterior
No dia seguinte
Ali, além. lá


PRONOMES PESSOAIS
Sujeito: eu, nós, tu, vós
Complemento: me, te nos, vos

Ele, ela, eles, elas
Se, lhe, lhes
PRONOMES E DETERMINANTES POSSESSIVOS
Meu, teu, meus, teus
Nosso, vosso, nossos, vossos
Seu, seus
Seu, seus
PRONOMES E DETERMINANTES DEMONSTRATIVOS
Este, esta, esse, essa
Estes, estas, esses, essas
Isto, isso
Aquele, aquela
Aqueles, aquelas
aquilo
VOCATIVO
vocativo
Complemento indirecto




Prof. Tinido Caputo

Texto Argumentativo

                               

 Texto Argumentativo

Argumentar é expressar uma convicção, um ponto de vista, que é desenvolvido e explicado de forma a persuadir (convencer) o ouvinte/leitor.

Elementos do texto argumentativo:

Tema: É o assunto por tratar.
Tese: É o ponto de vista (opinião) sobre o tema, é a ideia por defender.

Argumentos: São as razões, os porquês ou as provas apresentadas pelo autor do texto para sustentar a tese.

Conclusão: reiteração da tese inicial; consolidação.
Estrutura do texto argumentativo
 Texto argumentativo, geralmente, divide-se da seguinte forma:
1º parágrafo: introdução (tema e tese);
2º e 3º parágrafos: desenvolvimento (argumentos que explicam e fundamentam a tese);
4º parágrafo: conclusão (reafirmar tese, dar solução viável)

Como formar um texto argumentativo

Interrogar um tema cuja resposta será dada durante o desenvolvimento.

Exemplo

Questionar uma crença, dogma, regra ou mesmo um documento oficial.

Como desenvolver o texto argumentativo:

O desenvolvimento é constituído por argumentos que fundamentam a tese:

ü          Comparações
ü          Alusões históricas
ü          Argumentos com provas concretas (dados estatísticos, resultados de pesquisas, etc).
ü          Argumentos consensuais (verdades aceitas por todos).
ü         Argumentos de autoridade ou de exemplo.

Veja os principais tipos de conclusão do texto argumentativo:

Síntese;
Agregação de palavra ou frase de sentido mais abrangente;
Proposta;
Pergunta retórica (já foi respondida anteriormente).

Prof. Tinido Caputo


Interpretação de Textos


Interpretação de Textos


“Nem tudo o que é lido está escrito”

Noção do Implícito e Explícito.

"Sabemos que a construção do sentido de um texto é um exercício que envolve os Elementos linguísticos e a intencionalidade do locutor, o conhecimento do contexto históricosocial em que o texto é produzido ou os conhecimentos prévios que fazem parte da bagagem cultural do interlocutor. Desta maneira, a noção de IMPLÍCITO e EXPLÍCITO deve estar incorporada ao saber daquele que ensina."

EXEMPLOS:

“Quanto a chuva, Luena é pior que a Cidade do Huambo.”
Pressuposto: Se Luena é pior, é porque o Huambo também chove muito.

“Desta vez fizemos um trabalho muito bom”.
Pressuposto: O trabalho anterior não tinham esse perfil.

“Luenenses, enfim, podem ver a luz eléctrica 24/24 horas”.
Pressuposto: Os habitantes do Luena passaram muito tempo com a luz de algumas horas apenas.

“Hoje não vou tolerar os seus caprichos”.
Pressuposto: Tem tolerado os seus caprichos por muito tempo.

“Lobito ficou sem verba para acudir as vítimas das chuvas”.

Explícito = O Lobito não possui recursos financeiros para acudir as vítimas das chuvas”.
Não explícito = O Lobito, anteriormente, possuía recursos financeiros para acudir as vítimas das chuvas”.

Observe-se que, para chegarmos à informação não dita, recorremos a um termo da própria frase – “ficou” –, pois se é dito que o “Lobito ficou sem verba” é porque, antes, o dinheiro existia.



Prof. Tinido Caputo

Texto para Leitura

                                                
                                                  
                                                           CONFLITOS LINGUÍSTICOS

Havia uma aldeia chamada Linguística, cujos moradores não valorizavam um ao outro. Certo dia, Morfologia, uma das antigas moradoras, jactanciava-se entre os amigos:
          - Se os homens hoje se comunicam graças a mim, pois se lhos não fizesse tal favor, certamente não passariam de animais. Pensem bem, como se comunicariam se eu não inventasse as palavras, alguém mo pode dizer?
Subitamente, alguém a interropeu:
- Que dizes, Morfologia, graças a quem? Tu estás mesmo por fora, amiga. Como as tuas palavras transmitiriam mensagem alguma se eu não as combinasse numa frase - disse a Sintaxe furiosa.
Ouça bem, continou: todo teu humilde trabalho teria sido vão, se não pudesse contar com a minha obsequiosa criatividade. Portanto, eu sou a tal.
Kkkkkkk, ouviu-se uma gargalhada entre a multidão, advinhe quem era, as duas irmãs gêmeas – Fonética e Fonologia.
- Quanta asneira se ouve aqui, diziam elas. Quão inócuas sois, coitadinhas. Acordem, o homem evoluíu. Como  se fariam os discursos, seminários, palestras, aulas, se lhos não fizesse saber escrever e pronunciar as palavras, tolas? A gente sim, pode gabar-se disso, pois a comunicação humana teria sido confusa, desprovida da escrita e pronúncia que lhes oferecemos. Logo, está tudo dito, quem manda somos nós.
Parecia estar tudo resolvido, quando, repentinamente estava no seio delas a Semântica, que não esperou para falar:
- Não aguento tanto ego assim. Ou são loucas ou não entendem o valor real das coisas. Como se pode entender uma palavra fora da frase? Como criar uma frase cuja pronúncia não se conhece? E, conhecendo a pronúncia, que valor teriam tais palavras se eu lhes não fizesse saber o significado? Aliás, as palavras têm algum valor, quando ostentam algum significado.
- Concordo contigo, amiga - interropeu a Pragmática.
Morfologia cria palavras, a minha amiga Sintaxe combina-as na frase, as irmãs Fonética e Fonologia mostram como escrevê-las e pronunciá-las, e tu Semântica, indicas o significado destas. Ademais, eu e a minha nova hóspede Estilística também dámos o nosso contributo, e já nos íam esquecendo. Ajudo-os a melhorar a comunicação na prática diária e a Estilística embeleza-a de modo a agradar os mais exigentes, já viram?
Não havia terminado de falar, quando a Morfologia, colondo-se no meio delas, lacrimejando, disse:
- Queiram desculpar-me, amigas. Quem provocou tudo isso fui eu. No entanto, depois de tudo que se disse aqui hoje, acabo entendendo que, afinal de contas, ninguém é melhor que ninguém, a nossa força está na união. Quanto mais unidas, faremos melhor o nosso trabalho, deixando o mundo cada vez mais acertado.


Tinido Caputo

terça-feira, 11 de março de 2014

Pronominalização


PRONOMINALIZAÇÃO

Pronominalização – processo que nos permite substituir, numa frase, um nome/substantivo (complemento) por um pronome.

Exemplos:

A Wime deu um livro à mãe / Ela deu-o à mãe.

A Wime deu um livro à mãe / A Wime deu-lhe o livro.

A Wime deu um livro à mãe / A Wime deu-lho.

O Caumba disse à mãe que ia estudar / Ele disse-lho.

OUTROS CASOS ESPECIAIS:

Gostaria que me dissesse o seu nome / Gostaria que mo dissesse.

Queria que lhe enviasse as flores / Queria que lhas enviasse.

Quero entregar-lhe estes relatórios / Quero entregar-lhos.

Era preciso que ela nos enviasse as cartas / Era preciso que no-las enviasse.

Se ele nos emprestasse o livro, seria óptimo / Se ele no-lo emprestasse seria óptimo.

Obs.: As expressões avermelhadas correspondem a complementos diretos (CD), as verdes, complementos indiretos (CI).

NOTA

Este processo só pode ser utilizado de forma contextualizada, ou seja, só podemos substituir substantivos por pronomes, quando anteriormente existe a identificação explícita das realidades a que os pronomes se reportam.